sexta-feira, novembro 24, 2017

Experiência

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Experiência  apenas para ver se ainda continuo censurado e bloqueado no FaceBoook.

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terça-feira, outubro 31, 2017

Dia Mundial da Poupança - Mentalidadezinha



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Ali atrás na TV oiço vários peritos em poupança a explicar aos portugueses como é que um português que ganha 1.000 euros deve fazer uma folha de receitas e despesas, usando uma folha de papel e uma esferográfica ou usando o “Excel”. Aí deve-se registar as receitas (ou seja o que ganha) e s despesas (ou seja o que gasta). E não se deve esquecer de registar 35% para poupança (ou seja 350 euros). Procurei ser literal.

A coisa depois passa para uma escola (parei de trabalhar e olhei para trás) onde algumas professoras dissertam sobre este princípio de poupança, numa linguagem mais acessível, já que se trata de crianças entre seis e oito anos. E entre várias explicações às criancinhas de como devem acautelar o seu futuro, poupando, uma professora enceta o seguinte diálogo, com uma menininha amorosa:

Menininha: Sô professora, eu ontem engoli um euro. Acha que me vai fazer mal?

Professora: Não, minha querida, os políticos comem muitos e não lhes faz mal nenhum.

Não sei bem o que chamar a este exemplo de indigência. Nas vinhas há uma praga chamada filoxera, conhecida por se alimentar exclusivamente da madeira das videiras e das fêmeas serem ápteras (sem asas) e se reproduzirem assexuadamente. Entre nós há evidentes semelhanças. Não temos asas (excepto as vacas do Costa) e a nossa madeira alimentar assenta exclusivamente num atavismo congénito com os resultados que se conhece. Por enquanto ainda não nos reproduzimos assexuadamente, mas para lá caminhamos.

O resultado é o aparecimento gradual, mas firme, de uma sociedade estereotipada no ódio e desprezo por uma classe social. Quando era pequenino ensinavam-nos a odiar os polícias. Hoje, começamos de pepino torcido a odiar os políticos.

Verdade seja dita que tantos os polícias como os políticos têm bastas razões para ser odiados, mas a culpa é de todos nós em geral. Porque com este tipo de educação os polícias se foram tornando cada vez maiis brutos e os políticos comem, impunemente, cada vez mais euros. E nós continuamos, alegremente, a ser cada vez mais estúpidos. Não que não alimentemos esta dinâmica educacional ao longo dos anos.


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domingo, outubro 22, 2017

ABOVE AND BEYOND



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Estes últimos dias foram muito intensos para o meu gosto. Dos incêndios aos apagões, de tudo houve um pouco. Talvez que mais uma viagem de trabalho venha a propósito. E que a Land Rover me desculpe a glosa, mas a sua máxima (above and beyond) é a expressão que me parece a profilaxia mais apropriada ao momento presente.


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Back soon, coisa de uma semana

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A boa onda



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Receio que as medidas emanadas do último conselho de ministros extraordinário venham a constituir um caldo balsâmico para o inominável desempenho da geringonça. De repente, pressinto uma espécie de boa onda, para usar uma expressão brasileira. As medidas são boas, a oposição saúda e Costa volta a afivelar aquele sorriso alarve que é a sua imagem de marca.

Era bom que as pessoas se congratulem com a acção que está a ser tomada mas que não esqueçam que ela só foi possível devido ao enquadramento e ao sentimento que Marcelo conseguiu imprimir à situação e que a boa onda, por muito boa que seja, não desculpa a desorganização, incúria, ineficiência e inaceitáveis e despudoradas afirmações dos principais intervenientes da tragédia.

Portugal é um pais em que a bonomia é uma espécie de “middle name”. Tudo o que não tenha Nogeiras, Avoilas, Arménios, Catarinas, Jerónimos e quejandos por detrás, dilui-se na boa vontade e curta memória dos portugueses. Só por isso, receio esta vaga de optimismo que começa sentir-se, como se as medidas agora tomadas fossem uma espécie de assisada medida governamental, quando ela não é senão a resultante de uma das mais vergonhosas facetas da nossa história recente. E à qual a geringonça ficará definitivamente ligada.


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quarta-feira, outubro 18, 2017

Experiência

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Experiência



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O passarinho



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Era uma vez um passarinho. Pequenino, bonitinho e que gostava muito de voar no céu azulinho sentindo a brisa fresquinha que lhe beijava o bico.

E quem quiser ler o meu modesto blog, é seguir o passarinho.

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Já não dava mais...



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Não conheço Constança Urbano de Sousa de lado nenhum, mas confesso que achava suspeito aquele ar desolado e a pender para o trágico que ela apresentava nas suas aparições. Custava-me a acreditar que a teimosia em não se demitir fosse genuína.

A carta de demissão publicada no Expresso revela que a mulher não era assim tão estúpida e que tudo remetia para o calibre de uma criatura como Costa. Um biltre. Um tipo sem carácter e com as barbas a arder por ser o responsável pela nomeação de uma colecção de patetas que percebem tanto de protecção civil como eu de ponto cruz e que haviam sido nomeados por ele, não por Constança. Ainda ontem ou anteontem, Costa afirmava sobranceiro  que a demissão de Constança seria uma infantilidade.

As tragédias deste Verão/Outono não são o azar de Costa. São o azar de quem morreu, o azar de quem perdeu familiares, haveres, tudo. Esses são os verdadeiros azarados, por causa das trafulhices partidárias de Costa que, esse sim, se tivesse aquilo que sabemos que não tem – vergonha, apresentaria desde já a sua demissão.

Não sei bem o que se vai passar. Não confio totalmente em Marcelo e peço desculpa se me enganei. Mas acho que a firmeza de ontem não joga muito com os seus ziguezagues recentes. Posso estar enganado e, se estiver, penitenciar-me-ei com sinceridade. Mas acho isto tudo esquisito. O homem zanga-se, troca as selfies por uma “reprimenda” (termo usado por António Vitorino, ontem), Constança demite-se, os figurantes canhotos votam contra a moção de censura e fica tudo na mesma.

E acho que não devia ficar tudo na mesma. Marcelo teria razões fortes para dissolver a Assembleia e acabar com esta marmelada de um gripo de gente amoral que não tem qualquer noção de competência ou de sentido de Estado. E depois venham as eleições. E se o PS ganhar outra vez, espero bem que lá entre eles arranjem maneira de extirpar meia dúzia de furúnculos que continuam a infectar um Partido que, apesar de tudo, há-de ter gente decente.


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sexta-feira, outubro 06, 2017

Registo muito criminal

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Viajo um bocado, em trabalho. Para alguns países preciso de visto. Para obter visto, preciso de um registo criminal.

Por norma ia ao Parque as Nações, ao chamado Campus de Justiça, absolutamente modelar em instalações e acessos, onde obtinha o tal registo criminal em cerca de 20 a 30 minutos. Hoje fui lá, já que terei de viajar de novo dentro de um par de semanas. No pavilhão dos registos criminais vejo um amontoado de gente que, talvez pecando por defeito, se situaria entre 300 a 400 pessoas. Atónito, dirigi-me à porta e tentei saber o que se passava.

- Desde que saiu a nova lei é isto. E é mais complicado porque não falam português, é isso todos os dias, disseram-me. Mesmo assim, tentei, esperei cerca de uma hora, ao fim da qual as pessoas, entretanto algumas sentadas ou deitadas, comendo ou dormindo, não avançaram um metro. Desisti. E vou tentar obter documento noutro sítio. Mas já me disseram que é assim em todo o lado.

Moral da história. A Esquerda pariu um monstrinho daqueles que lhe dá frémitos matinais, ao acordar, com os quais acha que vai conseguir esfrangalhar o sistema. E o Costa, via Constança, dá o Amem. Resultado: A responsabilidade é de António Costa, TODA. Mas os tais oitenta comentadores de rádio e televisão continuam entretidos a falar de Passos Coelho que cometeu vários erros e do PSD que está acantonado à Direita.

Trágico tudo isto. E agora chamem-me xenófobo. Não tenho nada contra aquela gente, Tenho sim, e muito, contra esta camarilha que nos pastoreia.


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domingo, setembro 24, 2017

Gone South



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Mais uma corrida, mais uma viagem. Lá onde as mulheres são lindas e as praias feíssimas. Por acaso, os media só falam nas praias, vá lá saber-se porquê. Lá onde o trânsito é tão mau como o de Luanda, o calor bem pior e os restaurantes caros e vulgares. Onde os hotéis são surpreendentemente acessíveis em preço. Onde o artesanato é pobre e as mangas são, simplesmente, as melhores do mundo. 

Lá onde as entranhas de África se mantêm bem firmes mas onde, curiosamente, se nota uma particular atracção por questões caras à Europa como a ecologia, o ambiente, a equalização do género (isto cheira a Bloco, mas não sei dizer de outra maneira) e outras “europeíces”. Sem embargo de uma irresistível megalomania que levou à construção de um enorme monumento comemorativo dos cinquenta anos de independência do país, conhecido como o monumento da Renascença Africana e que é, simplesmente, maior que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro.

É lá que vou. Onde vou com alguma regularidade. On va partir ce soir. A bientôt


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Uma opinião



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Pessoalmente, embirro com estes espasmos de independência dos Catalães. Não que não lhes faltem fortes argumentos nesse sentido, sobretudo nos capítulos económico e financeiro, com a sua poderosa indústria e peculiar agricultura. E o turismo, sim, já me esquecia, apesar da Sagrada Família (convenientemente as obras de Santa Engrácia do burgo), de Miró, Dali, Caballé e do “catalunhado” Picasso que, vistas bem as coisas era de de Málaga. Disto isto, não nego haver razões poderosas para uma desejada secessão.

Mas a minha pergunta é: Porquê? Para quê? Não vivemos hoje uma época cuja realidade não se compraz com romantismos independentistas quando, afinal, há inquestionáveis razões para o estabelecimento de uma União Europeia, sem fronteiras, com moeda única e com culturas diferentes sim, mas, no fundo, com um substrato semelhante,  tudo junto e somado capaz de contribuir para um bloco económico e cultural capaz de ombrear (e, eventual, vencer) os blocos americano, inglês e asiáticos?

Posta a situação nesta base simplista, e aceito haver questões de acuidade e densidade que a destroem, promover e/ou apoiar a independência da Catalunha é dar guarda a meia dúzia de loucos do "Podemos", tão interessados na Catalunha como nos supermercados e farmácias de Caracas e uma elite razoavelmente idiota portuguesa, que se esforçam agora por emular a “justiça” incontornável de conferir à Catalunha o estatuto de país independente. Esquecem-se, uns e outros, que o regime por que tão arduamente lutam agora, não permitia quaisquer veleidades de autodeterminação e muito menos de independência não a regiões autonómicas, mas a países a sério, como a Hungria, a Roménia a Bulgária, a antiga Checoslováquia, metade da Alemanha e outros de onde os cidadãos eram sumariamente abatidos a tiro de cada vez que tinham a fantasia de abandonar o paraíso. E muitos deles lutaram mesmo pela restituição da independência (coisa distinta de lha conferirem ideologicamente) ao que a sinistra União Soviética respondia com tanques, espingardas e granadas. Mas isso para a esquerda pós-moderna são outros quinhentos.

Esta esquerda moderna, mesmo dando de barato que muita dela é composta por jovens que porventura desconhecerão até estas minudências de países subjugados pela URSS, revê-se em tudo que possa reduzir a cacos o sistema actual, perigosamente neoliberal, aquele que lhes dá carros, telemóveis, cultura, bem-estar e dinheiro para gastos. Tudo em nome de complexos indefiníveis e de um ódio estranho que lhes eriça as vísceras. Não hesitando em se aproveitar seja do que for, desde que razoavelmente posicionado para a cacaria.

Este aproveitamento oportunista de uma Esquerda intrinsecamente desonesta, ignorante, pestilenta e de má índole, na parte que me diz respeito é uma razão suficiente para se tentar resolver a questão catalã. Não desminto que não tenho qualquer experiência dos mecanismos que norteiam a resolução destes conflitos, mas acho que Madrid está a morder um isco envenenado. Esta coisa de pagamentos directos, envio de polícia e de prisões são exactamente coisas que interessam aos “Podemos” e correlativos que encontram aí combustível para a fogachada. Creio que ainda existe gente com suficiente formação intelectual, para conduzir as coisas a bom termo, entendendo-se por bom termo a manutenção da Catalunha como uma região autónoma, mas parte integrante de uma Espanha forte, unida e democrática. Coisas que, com o andar da carruagem, a Catalunha parece começar a deixar de ser.


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quarta-feira, setembro 20, 2017

Não é que sonhei com ele?



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Isto está grave. Por muito estranho que pareça, acordei estremunhado, saído de um sonho onde eu percorria várias ruas de Lisboa, pedindo que alguém me desse uma razão, UMAZINHA que fosse para se dar o voto a Medina nas autárquicas. Já acordado, reflecti, entre os golos do meu habitual e delicioso café, que pagaria de bom grado um almoço a quem me explicar a razão pela qual as sondagens, os jornais, as TV’s, a opinião publicada, são unânimes em considerar Medina o natural e legítimo (???) vencedor das autárquicas.

O que terá feito este genro feliz, este ajustador directo de obras urgentíssimas, este afortunado herdeiro da Câmara mais importante do País, este jovem de sonsa expressão e verbo trivial, este aprendiz de político hábil, este protegée das televisões que o entrevistam amiúde, com temas e perguntas inócuas e de respostas óbvias, este trapalhão de estratégias eleitorais que transformou Lisboa numa cidade caótica para se circular e estacionar, tudo em nome do sacrossanta doutrina de acabar com os malditos carros, em linha com o pensamento idiota de que devemos todos andar de bicicleta ou caminhar em extensos e largos passeios desoladoramente vazios, criando até curvas e nós onde algumas viaturas, como os transportes públicos, não conseguem sequer circular, este homem sem ideias, de fala mansa e expressão submissa, atenta, veneradora e obrigada, este candidato, enfim, a merecer o estatuto de inevitável vencedor das autárquicas em Lisboa?

Vão por mim. Pago mesmo um almoço num restaurante agradável, perto do mar e cardápio excelente a quem me souber explicar este fenómeno. Mas quem me manda a mim sonhar com Medina?


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